No mundo cinematográfico, Steven
Spielberg é conhecido por sua dedicação aos projetos que produz, escreve e,
principalmente, dirige. Lincoln, seu novo filme merecidamente indicado à 12
estatuetas, é uma das maiores provas disso: foram 12 anos de pesquisa para
deixar o filme o mais perfeitinho possível.
Falar que Lincoln só pode ser apreciado por norte-americanos (ah, o
nacionalismo...) é pura bobagem. Toda a questão da 13a emenda é muito
interessante, e Spielberg faz um ótimo trabalho em retratá-la. Em quesito
direção, é indiscutível que esse é um dos melhores trabalhos de Spielberg (na
minha humilde opinião, fica beeeeem perto de E.T, O Terminal e A Lista de
Schindler); o elenco, por sua vez, é fora do comum. Daniel Day Lewis, que quase
não aceitou o papel por medo de não conseguir interpretar um personagem tão
icônico, mostra mais uma vez porque só faz filmes de vez em quando: o cara se
esforça tanto para fazer um bom trabalho que fica impossível não ficar
impressionado com suas atuações. Vale também reconhecer os esforços de Sally
Field que, de tanto insistir para interpretar a Mrs. Lincoln, conseguiu o papel
e mostrou o que pode fazer (lembrando que ela é 20 anos mais velha que sua
personagem).
Nas categorias mais “técnicas”, Lincoln obviamente também se destaca: das 7
indicações, deve levar pelo menos uns 3 Oscars (o screenplay adaptado de Tony
Kushney é brilhante).
Enfim, para quem curte história e cinema, Lincoln é imperdível e tem grandes
chances de ganhar o grande Oscar desse ano. E esse papo de que é só porque é
sobre presidente americano é puro lero, hein?




