Quando eu vi o trailer de O lado Bom
da Vida, não achei que seria nada demais, muito menos tão aclamado pela
Academia. Claro que o elenco chama a atenção de cara, mas me pareceu meio
trendy; todo ano rola um filme de tema parecido. Porém, a simplicidade do filme
conquista quem assiste de cara.
Contando a história de um cara bipolar que volta a morar com os pais depois de
uma temporada num hospital psiquiátrico, o filme é super atual, além de ser
mais identificável para o público do que seus concorrentes do Oscar. A
determinação de Pat (Bradley Cooper) a ver as coisas positivas na vida, mesmo
com todos os problemas que ele tem, é cativante do começo a fim; você se
encontra torcendo por ele durante o filme inteiro. Isso sem falar da personagem
de Lawrence, cuja história é de partir o coração.
O mais bacana do filme todo é a performance de Jennifer Lawrence. Atualmente
conhecida como a garota de The Hunger Games, ela mostra que ela é muito mais do
que uma atriz meio teen, com uma atuação digna de aplausos (e do Oscar
também).
É um filme muito bem feito: David O. Russell mostra um novo
estilo, bem diferente daquele de O Maquinista. Porém, acho improvável que
leve melhor diretor, especialmente quando ele concorre com grandes nomes como
Steven Spielberg e Ang Lee. Já melhor filme, não acho que tenha chance contra
mega produções como Lincoln ou Os Miseráveis. Se bem que a Academia adora surpreender
de vez em quando, né?
