Se
Spielberg, ao tratar de questões históricas, é completamente tradicional,
Tarantino faz questão de ser o oposto. O diretor mais uma vez dá um show de
direção (maldade não ter sido indicado para o Oscar) e roteiro. Foram anos de
desenvolvimento de roteiro e 130 dias de filmagens para criar sua mais nova
versão sobre a história, dessa vez datada em 1858, dois anos antes da Guerra
Civil americana. Sendo do Quentin Tarantino, desnecessário falar que o filme é
quase perfeito em termos de produção, edição e fotografia. Lindo, lindo.
Django, o personagem mais badass que Jamie Foxx já interpretou, é um escravo libertado por um caçador de recompensas que se transforma praticamente em um matador profissional; tudo isso no auge do racismo e da escravidão nos EUA. Considerando que seu objetivo não era retratar um evento histórico específico (como Lincoln e A Hora Mais Escura) e sim evidenciar a mentalidade de uma geração, Tarantino acerta de novo; mesmo que sua reprodução de violência seja um pouco “demais”.
O elenco foi escolhido a dedo, e muitos dos personagens foram criados com os atores em mente (Waltz, DiCaprio e L. Jackson). A atuação chega a ser apaixonada, com destaque para Waltz (sensacional como sempre) e DiCaprio; esse último, em uma cena de raiva, corta sua mão --totalmente offscript-- ao bater na mesa e continua com a cena, que foi a que é vista no filme. Na verdade, achei meio injusto que o DiCaprio não tenha sido indicado esse ano... Samuel L. Jackson merecia também.
Enfim, gostar ou não de Django depende diretamente se a pessoa curte ou não o estilo do diretor, exageradão e um tanto quanto fantasioso. Seus trabalhos, obviamente, devem ser apreciados considerando sua criatividade e não a precisão em retratar a história.
Django, o personagem mais badass que Jamie Foxx já interpretou, é um escravo libertado por um caçador de recompensas que se transforma praticamente em um matador profissional; tudo isso no auge do racismo e da escravidão nos EUA. Considerando que seu objetivo não era retratar um evento histórico específico (como Lincoln e A Hora Mais Escura) e sim evidenciar a mentalidade de uma geração, Tarantino acerta de novo; mesmo que sua reprodução de violência seja um pouco “demais”.
O elenco foi escolhido a dedo, e muitos dos personagens foram criados com os atores em mente (Waltz, DiCaprio e L. Jackson). A atuação chega a ser apaixonada, com destaque para Waltz (sensacional como sempre) e DiCaprio; esse último, em uma cena de raiva, corta sua mão --totalmente offscript-- ao bater na mesa e continua com a cena, que foi a que é vista no filme. Na verdade, achei meio injusto que o DiCaprio não tenha sido indicado esse ano... Samuel L. Jackson merecia também.
Enfim, gostar ou não de Django depende diretamente se a pessoa curte ou não o estilo do diretor, exageradão e um tanto quanto fantasioso. Seus trabalhos, obviamente, devem ser apreciados considerando sua criatividade e não a precisão em retratar a história.
